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13 de setembro de 2008

Estudantes do município têm aula sobre eleição e votam numa urna de verdade

Alunos do maior colégio municipal de Itatiaia tiveram ontem uma aula especial sobre eleição e cidadania, e puderam votar numa urna eletrônica de verdade, igual a que será usada no próximo dia 5 de outubro em todo o país. A aula fez parte do projeto educacional “Aprendendo Justiça na Escola”, e que já permitiu aos alunos da rede municipal visitas à delegacia e ao fórum, contatos com autoridades judiciais e discussões em salas de aula sobre diversos assuntos relacionados aos direitos e deveres dos cidadãos. O juiz eleitoral Marvin Ramos Rodrigues Moreira fez uma breve visita à escola, que fica em frente ao fórum, e falou sobre eleição, funcionamento da urna eletrônica e a importância de escolher bem os candidatos.

Cerca de 300 alunos, de várias turmas, participam do projeto
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Grande parte dos estudantes nunca tinha visto a urna eletrônica de perto, nem sabia direito como era seu funcionamento. Com idades entre 14 e 16 anos, apenas seis possuem o título eleitoral e devem votar este ano. Mas o assunto despertou interesse e curiosidade, e todos ouviram atentamente as explicações do juiz Marvin e gostaram de operar a urna, que foi programada para colher votos de partidos e candidatos inexistentes, como os partidos da música, da literatura, da televisão, da história e da arte, e candidatos como Elis Regina, Carlos Drummond, Chacrinha, Santos Dumont e Cândido Portinari, todos com seus respectivos números. Professoras fizeram a vez dos mesários e foram orientadas por servidores da Justiça Eleitoral.
O juiz Marvin falou para os alunos da importância de se observar bem as propostas dos candidatos para votar certo nas eleições, verificando se as promessas podem realmente ser cumpridas. Garantiu que a urna eletrônica é “cem por cento segura”, e explicou que os números devem ser digitados até aparecer na tela o nome e a foto do candidato, e que se não for o escolhido, pode-se anular e começar de novo, até ter certeza do voto e confirmar na tecla verde. Uma professora perguntou ao juiz se a imagem que vai aparecer na tela é mesmo em preto e branco, como a que estava vendo, e o magistrado respondeu que sim. O juiz alertou os alunos para não aceitarem propostas de dinheiro de candidatos para distribuir santinhos ou outra propaganda no dia da eleição, dizendo que isso representa a chamada boca de urna, que é crime punível com prisão. A fiscal eleitoral Jacqueline Sterblitch observou que a votação é rápida, e mostrou aos alunos que “em menos de um minuto vocês vão decidir o que vai acontecer em quatro anos no município”.
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Uma aluna vota e o juiz Marvin diz que o voto tem que ser consciente
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A aluna Bruna da Conceição de Souza, de 14 anos, disse que “foi legal, e que achava que era mais difícil votar na urna”, e Patrick Yuri Silva do Rosário, de 14 anos, gostou de "votado", pois só tinha visto a urna quando bem mais jovem, acompanhando os pais na votação. A urna ficará no colégio até a próxima segunda-feira, para dar oportunidade a todos os alunos. Paralelo à votação e à palestra do juiz Marvin, os cerca de 300 estudantes do colégio do 6º ao 9º ano também estão participando de trabalho nas salas sobre as eleições, e já redigiram uma carta a um candidato fictício e agora estão recolhendo santinhos, santões e outros materiais de campanha para analisar as propostas, eliminando fotos, nomes e números dos candidatos.

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